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Um estudo europeu mostra que a redução da jornada de trabalho não impactou o PIB nem o emprego em cinco países entre 1995 e 2007.
Um artigo publicado na revista científica Instituto de Economia do Trabalho (IZA) revelou que a redução da jornada de trabalho em cinco países europeus entre 1995 e 2007 não resultou em queda do Produto Interno Bruto (PIB). Os países analisados foram França, Itália, Bélgica, Portugal e Eslovênia.
Os pesquisadores Cyprien Batut, Andrea Garnero e Alessandro Tondini afirmaram que o nível de emprego também não foi significativamente afetado pelas reformas implementadas. O levantamento da IZA, mantida pela Fundação Deutsche Post, identificou efeitos positivos, embora considerados “insignificantes”, sobre os salários por hora e o valor adicionado por hora trabalhada.
“É, portanto, possível que, mesmo em um cenário clássico de oferta e procura, a redução do tempo de trabalho e o aumento do custo do trabalho por hora trabalhada tenham sido rapidamente absorvidos”, conclui o documento.
“Entre 1995 e 2007, os países europeus experimentaram um crescimento relativamente forte. A redução do horário de trabalho padrão e o aumento do custo da mão de obra por hora trabalhada foram rapidamente absorvidos, sem efeitos consideráveis sobre o emprego”, diz a publicação de setembro de 2022.
A pesquisa analisou 32 setores da economia, excluindo áreas como agricultura e saúde, para evitar distorções. Os resultados não validam a teoria da “partilha do trabalho”, que sugere que a redução da jornada aumentaria o número de contratações, nem confirmam a ideia de que o aumento do custo do trabalho levaria à perda de postos de trabalho.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
