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Relatório da OCDE revela que aumento da longevidade traz crescimento de doenças crônicas entre a população.
Um relatório recente da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) revela que, embora a geração atual viva mais, essa longevidade vem acompanhada de uma crescente incidência de doenças não transmissíveis (DNTs). Doenças como câncer, diabetes e doenças cardíacas afetam milhões de pessoas, e a tendência é que esse cenário se agrave.
O documento, publicado nesta quarta-feira (15), destaca que, na atual geração, mais pessoas vivem mais tempo, mas frequentemente enfrentam a realidade de conviver com múltiplas doenças crônicas. Segundo o relatório, “as DNTs encurtam vidas, afetam a qualidade de vida das pessoas e reduzem sua capacidade de trabalho”.
A OCDE também alerta que, apesar dos avanços na saúde pública, a prevalência de DNTs continua a aumentar. Entre 1990 e 2023, a incidência de câncer e de doença pulmonar obstrutiva crônica aumentou em 36% e 49%, respectivamente. Além disso, em 2023, uma em cada dez pessoas nos países-membros da OCDE tinha diabetes.
O relatório aponta três razões principais para esse crescimento: o aumento da obesidade, a melhoria nas taxas de sobrevivência e o envelhecimento da população. “Mesmo que a prevalência dos fatores de risco permaneça constante, o número de novos casos de DNT deverá crescer 31% na OCDE entre 2026 e 2050”, alertou a OCDE.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
