Estudo revela que dengue aumenta risco de Síndrome de Guillain-Barré em 30 vezes
Estudo revela que dengue aumenta risco de Síndrome de Guillain-Barré em 30 vezes
Saúde

Estudo revela que dengue aumenta risco de Síndrome de Guillain-Barré em 30 vezes

Agência Brasil EBC
quinta-feira, 16 de abril de 2026 às 18:05
Fonte: Agência Brasil EBC

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Um estudo revela que infectados pelo vírus da dengue têm risco 17 vezes maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré nas seis semanas seguintes à infecção.

Um estudo realizado por pesquisadores da Fundação Oswaldo Cruz Bahia (Fiocruz) e da Escola de Higiene e Medicina Tropical de Londres alerta que os infectados pelo vírus da dengue têm um risco 17 vezes maior de desenvolver a Síndrome de Guillain-Barré (SGB) nas seis semanas seguintes à infecção. Nas duas primeiras semanas após o início dos sintomas da dengue, esse risco chega a ser 30 vezes maior.

Os dados foram publicados na revista científica New England of Medicine e indicam que, em números absolutos, para cada 1 milhão de casos de dengue, 36 pessoas podem desenvolver SGB. Embora esse número seja considerado pequeno, ele é relevante diante das epidemias recorrentes no Brasil.

A SGB é uma complicação neurológica rara, mas potencialmente grave. O estudo aponta que a dengue se espalhou de maneira mais rápida pelo mundo do que qualquer outra doença transmitida por mosquitos, com 14 milhões de casos registrados globalmente em 2024.

Os pesquisadores analisaram dados do Sistema Único de Saúde (SUS) e identificaram mais de 5 mil hospitalizações por SGB entre 2023 e 2024, sendo 89 delas ocorridas logo após o paciente apresentar sintomas de dengue. Eles ressaltam a urgência de que gestores de saúde pública incluam a SGB como complicação pós-dengue nos protocolos de vigilância.

“Durante surtos de dengue, sistemas de saúde devem ser preparados para identificar precocemente casos de fraqueza muscular”, alertam os pesquisadores.

Além disso, a Fiocruz destaca que não há tratamento antiviral específico para a dengue, e o manejo é baseado em hidratação e suporte clínico. Por isso, a prevenção, especialmente o combate ao mosquito Aedes aegypti e a vacinação, continua sendo a medida mais eficaz.

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Agência Brasil EBC

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