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O projeto Aptra Lobo oferece tratamento gratuito para a Doença Jorge Lobo, ajudando pacientes no Acre e em outros estados da Amazônia.
No interior do Acre, o seringueiro e agricultor familiar Augusto Bezerra da Silva, atualmente com 65 anos, enfrentou um desafio significativo após ser diagnosticado com a Doença Jorge Lobo, uma enfermidade rara que impactou severamente sua vida. Conhecida também como lobomicose, essa doença endêmica da Amazônia Ocidental provoca lesões nodulares semelhantes a queloides em várias partes do corpo, afetando a autoestima e o convívio social dos pacientes.
Após mais de 20 anos lidando com a lobomicose, Augusto encontrou esperança ao participar do projeto Aptra Lobo, que oferece tratamento gratuito. “O problema que eu passei não foi fácil. Você, novinho, se acha perfeito, sem defeito. Aí depois você tem que se isolar”, relatou à Agência Brasil.
A Doença Jorge Lobo foi descrita pela primeira vez em 1931 e é causada pela penetração de um fungo em lesões cutâneas, podendo levar a desfigurações severas. Dados do Ministério da Saúde apontam que, até o momento, foram registrados 907 casos da doença, sendo 496 no Acre.
O projeto Aptra Lobo, que atende 104 pacientes na Região Norte, visa estruturar o manejo da lobomicose no Sistema Único de Saúde (SUS). Conduzido em Acre, Amazonas e Rondônia, o projeto integra assistência, pesquisa clínica e geração de evidências para melhorar o tratamento da doença.
Fonte da notícia
Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:



