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Pesquisas divergem sobre os impactos da redução da jornada de trabalho no Brasil, com entidades patronais prevendo queda no PIB e aumento da inflação, enquanto estudos da Unicamp e Ipea apontam para efeitos limitados.
As propostas de redução da jornada de trabalho no Brasil, atualmente em tramitação no Congresso Nacional, têm gerado um intenso debate entre pesquisadores sobre os potenciais impactos econômicos do fim da escala de seis dias de trabalho por um de descanso, a chamada 6x1.
Por um lado, estudos realizados por entidades que representam o empresariado, como as confederações patronais, projetam uma queda no Produto Interno Bruto (PIB) e um aumento da inflação. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) estima uma perda de R$ 76 bilhões no PIB brasileiro, o que representa uma redução de 0,7% com a diminuição da jornada das atuais 44 para 40 horas.
Por outro lado, análises da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) sugerem um cenário otimista, com impactos limitados a alguns setores e a possibilidade de criação de novos empregos e aumento do PIB.
“Parte significativa da literatura econômica que discute o assunto parte de modelos que assumem, como regra, que qualquer redução na quantidade de horas trabalhadas levará, inevitavelmente, à redução da produção e da renda”, afirma a economista da Unicamp, Marilane Teixeira.
A pesquisa da CNC (Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo) alerta que a redução da jornada pode elevar os custos sobre a folha salarial em até 21%, com um repasse de preços ao consumidor que poderia chegar a 13%. Já a CNI aponta para altas nos preços de 6,2%, em média.
Enquanto isso, o estudo do Ipea indica que o aumento no custo das empresas com os trabalhadores, decorrente da redução da jornada, não ultrapassaria os 10% nos setores mais afetados.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:



