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Celso Amorim criticou a classificação de narcotraficantes brasileiros como terroristas pelos EUA, afirmando que isso é um pretexto inaceitável para intervenções externas.
Após os Estados Unidos classificarem organizações narcotraficantes do Brasil como terroristas, o embaixador Celso Amorim, assessor especial da Presidência da República, declarou que usar "pretexto para intervenção é inaceitável".
Em viagem a Moscou para o Fórum Internacional de Segurança, Amorim ressaltou que a cooperação internacional é bem-vinda no combate ao crime organizado, desde que respeite a soberania dos países.
"Crime organizado é um mal que tem que ser combatido. Cooperação internacional é bem-vinda, especialmente em temas como lavagem de dinheiro e contrabando de armas. Pretexto para intervenção é inaceitável", afirmou.
O embaixador também abordou a problemática da classificação de narcotraficantes como terroristas, alertando que equiparar crime organizado ao terrorismo não é eficaz.
"O crime organizado deve ser combatido com a máxima energia e determinação. Compreender as motivações é essencial para a eficácia do combate a todos os tipos de crime", disse Amorim.
O governo brasileiro tem se oposto a essa equiparação, temendo que isso possa servir como justificativa para intervenções externas, especialmente por parte dos EUA, que historicamente têm utilizado essa justificativa em ações na América Latina.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:

