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A CPI do Crime Organizado rejeitou o relatório que pedia o indiciamento de ministros do STF, encerrando os trabalhos sem um documento final.
Os membros da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado rejeitaram o relatório elaborado pelo senador Alessandro Vieira (MDB-SE), que propunha o indiciamento de três ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Com seis votos contrários e quatro a favor, a CPI encerra suas atividades sem apresentar um documento final. O presidente da CPI, senador Fabiano Contarato (PT-ES), expressou sua insatisfação com a não prorrogação dos trabalhos, que, segundo ele, eram essenciais para a segurança pública.
“Infelizmente, essa CPI não apresentou um resultado daquilo que nós almejamos. Nós fomos impedidos efetivamente de termos essa CPI tão importante do crime organizado”, afirmou Contarato.
O senador criticou também o STF, alegando que a Corte dificultou a oitiva de depoentes, o que prejudicou a coleta de provas. Contarato se posicionou contra os indiciamentos propostos, ressaltando a gravidade desse ato dentro da democracia.
“O ato de indiciamento é um ato de grande responsabilidade, porque você está lidando com a reputação e a vida das pessoas”, argumentou.
O líder do governo no Senado, senador Jaques Wagner (PT-BA), também se manifestou contra o relatório, destacando que uma CPI deve ser um espaço de investigação, e não de disputas políticas.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
