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O relator da CPI do Crime Organizado pediu indiciamentos de ministros do STF e do procurador-geral da República por crimes de responsabilidade.
O relator da Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Crime Organizado do Senado, senador Alessandro Vieira (MDB-SE), solicitou o indiciamento dos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) Dias Toffoli, Gilmar Mendes e Alexandre de Moraes, além do procurador-geral da República, Paulo Gonet.
A fundamentação para os indiciamentos está relacionada ao caso do Banco Master. O relator aponta indícios de crimes de responsabilidade, como o de “proferir julgamento, quando, por lei, seja suspeito na causa”, e o de “proceder de modo incompatível com a honra, dignidade e decoro de suas funções”. O relatório, que conta com 221 páginas, foi apresentado nesta terça-feira (14) e ainda precisa ser aprovado pela comissão.
“É razoável que a decisão sobre indiciamentos se concentre naqueles fatos e indivíduos que estão fora do alcance dos meios usuais de persecução”, destacou Vieira, ao ressaltar a limitação de recursos da CPI. O senador também observou que o Brasil já presenciou investigações e condenações de figuras do Executivo e Legislativo, mas nunca de integrantes das altas cortes da Justiça.
A assessoria do procurador-geral Paulo Gonet informou que ele não comentaria o assunto, enquanto a assessoria do STF não respondeu ao contato até a publicação desta reportagem.
No caso de Dias Toffoli, Vieira menciona indícios de crimes de responsabilidade, incluindo a “relação financeira” do ministro com os investigados por meio da empresa Maridt, que tem o ministro como sócio. A empresa vendeu participação em um resort de luxo a um fundo que teria recebido recursos de um esquema ilegal relacionado ao Banco Master.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
