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A eleição presidencial no Peru continua indefinida, com Keiko Fujimori e Roberto Sánchez disputando acirradamente o segundo turno marcado para 7 de junho.
A eleição presidencial no Peru permanece indefinida após cinco dias de contagem de votos. O pleito realizado no último domingo (17) reuniu 35 candidatos, todos em busca de se tornar o nono presidente peruano em apenas uma década, em um período marcado por grande turbulência política.
A direitista Keiko Fujimori, com 17% dos votos, já garantiu sua presença no segundo turno, agendado para o dia 7 de junho. No entanto, a identidade de seu adversário ainda é incerta, com os candidatos que ocupam a segunda e terceira posições separados por menos de 3 mil votos.
O esquerdista Roberto Sánchez Palomino, aliado do ex-presidente destituído Pedro Castillo, contabiliza 12% dos votos, enquanto o ultraconservador Rafael Aliaga, admirador do ex-presidente dos EUA, Donald Trump, segue logo atrás com 11,9% dos votos válidos.
Até o início da tarde desta sexta-feira, o Peru havia contabilizado 93,3% das urnas. O professor de pós-graduação de Integração da América Latina da Universidade de São Paulo (USP), Gustavo Menon, observa que essa eleição pode ter repercussões significativas na disputa comercial entre China e EUA na América Latina.
“Roberto Sánchez se opõe vertiginosamente à plataforma encampada por Keiko Fujimori, que pretende se realinhar com os EUA”, avaliou Menon.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
