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Parlamentares da oposição criticaram a PEC que acaba com a escala 6x1 e reduz jornada de trabalho, com votação marcada para quarta-feira.
Parlamentares da oposição manifestaram críticas à Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala 6x1 no Brasil e a redução da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais. A votação da PEC está agendada para esta quarta-feira (27) na Comissão da Câmara.
A deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) defendeu que a definição da jornada de trabalho deve ser resultado de negociação entre patrões e empregados, e não determinada por uma Emenda Constitucional. "É óbvio que estamos preocupados com a qualidade de vida do trabalhador, mas também com o custo que pode aumentar na mão de obra", comentou a parlamentar.
O deputado Gilson Marques (Novo-SC), que pediu o adiamento da votação, reconheceu a exaustão da escala 6x1, mas argumentou que a mudança abrupta poderia prejudicar os trabalhadores. "Tentar acabar com isto na marra, na força da lei, pode piorar ainda mais para quem trabalha", afirmou.
A deputada Erika Hilton (Psol-SP), autora de uma das PECs que visa o fim da escala 6x1, criticou a postura do PL, sugerindo que a mudança de posição é uma manobra para atrasar a votação. "Desenterram isso para enganar o trabalhador brasileiro", disse.
O acordo que prevê a troca da escala 6x1 pela 5x2 e a redução da carga horária foi costurado entre o governo e lideranças da Câmara. A expectativa é que a PEC seja aprovada, embora haja divergências sobre os impactos econômicos dessa mudança.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
