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A morte de dois profissionais da Band em Minas Gerais destaca a precarização do jornalismo, segundo Fenaj e SJPMG.
A morte do cinegrafista Rodrigo Lapa e da repórter Alice Ribeiro, da equipe da Band, em Minas Gerais, nesta semana, expõe os riscos associados ao acúmulo de funções e à precarização do jornalismo. A afirmação é da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) e do Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais (SJPMG).
Os profissionais sofreram um acidente de carro na rodovia BR-381, na Região Metropolitana de Belo Horizonte, enquanto retornavam de uma pauta jornalística. O cinegrafista estava ao volante, o que, segundo as entidades, configura um acúmulo e desvio de função.
Rodrigo faleceu no local do acidente, enquanto Alice teve a morte cerebral confirmada no dia seguinte. Ela deixa um bebê de apenas 9 meses. “Profissionais responsáveis pela captação de imagens jornalísticas vêm sendo sobrecarregados com tarefas que não lhes cabem, como a condução de veículos, o que amplia significativamente os riscos”, ressalta a nota das entidades.
Além de manifestar pesar pelas mortes, Fenaj e SJPMG alertam sobre as condições de trabalho no setor, destacando a constante vulnerabilidade enfrentada pelos jornalistas. A redução de equipes e a imposição de multifunções agravam essa situação.
As entidades exigem a atuação do Ministério Público do Trabalho (MPT) para investigar as condições laborais nas empresas de comunicação e pedem medidas que garantam equipes completas e seguras. “A defesa do jornalismo passa, necessariamente, pela valorização e proteção de quem o exerce”, conclui a nota.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
