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Estudo revela que 50% dos alunos do ensino fundamental e médio não percebem debate antirracista nas escolas, apesar das leis que garantem esse ensino.
Um estudo recente, intitulado "Desigualdade racial na Educação Básica: a percepção de estudantes e professores a partir do Saeb 2023", revelou que aproximadamente 50% dos estudantes do 9º ano do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio no Brasil não reconhecem o debate sobre desigualdades raciais em sala de aula. Isso ocorre apesar das leis 10.639/2003 e 11.645/2008, que estabelecem a obrigatoriedade do ensino sobre a história e cultura africana, afro-brasileira e indígena nas escolas.
A advogada Karina Berardo, mãe de uma aluna de 15 anos, destaca que a discussão sobre a contribuição da cultura negra na formação do Brasil é rara. "Houve uma ampliação do tema a partir do ensino médio. Isso é fato. Atualmente, creio que a pauta está mais em destaque e com um viés mais positivo", afirma.
Flávia Rios, socióloga e professora da Universidade de São Paulo (USP), observa que a legislação antirracista tem avançado, mas de forma irregular, dependendo de iniciativas de secretarias educacionais ou do Ministério da Educação. Ela ressalta que, embora a legislação exista, sua aplicação ainda é inconsistente.
O levantamento, realizado em parceria com o Núcleo de Pesquisa Afro do Cebrap e os institutos Alana e Geledés, aponta que a educação antirracista ainda não se consolidou como uma experiência reconhecida nas escolas brasileiras. A necessidade de ampliação e consistência da legislação é uma preocupação expressa pelos pesquisadores.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
