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Geraldo Alckmin critica a família Bolsonaro por desviar a atenção do caso Master com factoides, após EUA classificarem PCC e CV como terroristas.
O vice-presidente Geraldo Alckmin comentou a recente classificação do PCC e do Comando Vermelho como organizações terroristas pelos Estados Unidos, afirmando que se trata de um factoide criado pela família Bolsonaro para desviar a atenção do caso de corrupção e sonegação envolvendo o Banco Master.
“Infelizmente, membros do clã Bolsonaro pensam mais em si do que no país. Para sair desse tema do Banco Master, o maior caso de corrupção e sonegação de tributos, ficam gerando factoides”, declarou Alckmin à imprensa durante agenda em Caraguatatuba, no litoral de São Paulo.
O vice-presidente destacou que essa medida “não vai resolver nada em termos de combate ao crime e pode prejudicar a economia”. A declaração surge em um momento em que os Estados Unidos anunciaram a designação das facções brasileiras como terroristas, coincidindo com um encontro entre o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, e o senador Flávio Bolsonaro.
Reportagens do portal The Intercept Brasil revelaram que Flávio Bolsonaro teria solicitado dinheiro ao dono do Banco Master para financiar a produção da cinebiografia de seu pai, com um total de R$134 milhões acordados, dos quais R$61 milhões já teriam sido liberados.
A nova política externa dos EUA, sob a administração de Donald Trump, tem se concentrado na América Latina, alegando combater o que chamam de narcoterrorismo. A possibilidade de ações militares em território brasileiro, com base nessa nova designação, representa um risco real.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:


