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Quatro em cada dez idosos urbanos têm medo de cair devido a defeitos em calçadas, com maior receio entre mulheres.
Quatro em cada dez idosos que residem em áreas urbanas expressam medo de cair devido a defeitos em calçadas, passeios ou vias públicas próximas de suas residências. O receio é mais acentuado entre as mulheres, com um índice de 50,5%, em comparação a 31,9% entre os homens.
O temor de quedas, causado por problemas na infraestrutura urbana, varia conforme a faixa etária: 35,2% das pessoas entre 60 e 69 anos relatam esse medo, percentual que sobe para 47,1% entre os 70 e 79 anos e atinge 63,1% entre aqueles com 80 anos ou mais.
Os dados foram divulgados pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) durante a apresentação dos resultados da terceira onda do Estudo Longitudinal da Saúde dos Idosos (Elsi-Brasil). A pesquisa revela que fatores urbanos impactam diretamente na mobilidade e na qualidade de vida dos idosos.
A coordenadora do Elsi-Brasil, Maria Fernanda Lima-Costa, afirma que os dados reforçam a urgência de políticas públicas voltadas à adaptação das cidades para a população envelhecida.
Além do medo de quedas, o estudo aponta que 12,1% dos idosos brasileiros consideram suas vizinhanças muito inseguras, o que representa cerca de 3,8 milhões de pessoas vivendo em contextos de medo e vulnerabilidade social. Essa percepção afeta diretamente a saúde mental e a interação social desse grupo.
A hipertensão arterial sistêmica também se destaca como uma das condições mais preocupantes na terceira idade, afetando 34,4% dos idosos, o que equivale a aproximadamente 11 milhões de brasileiros que necessitam de acompanhamento médico.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
