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Promotor Lincoln Gakiya critica a designação do PCC e CV como terroristas pelos EUA, afirmando que isso pode prejudicar a cooperação entre os países no combate ao crime.
A recente classificação do Primeiro Comando da Capital (PCC) e do Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas pelos Estados Unidos é vista como prejudicial para o Brasil, segundo Lincoln Gakiya, promotor de Justiça do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público de São Paulo.
Em entrevista ao programa Alô Alô Brasil, transmitido pela Rádio Nacional, Gakiya afirmou:
“Não vejo, em que pese as pessoas estarem defendendo isso por uma politização do tema, o que pragmaticamente isso vai beneficiar”.
O promotor destacou que a medida pode complicar a colaboração entre Brasil e Estados Unidos no combate ao tráfico de drogas. “A CIA passa a agir nesses casos e também os militares. Isso pode prejudicar a cooperação que já existe”, alertou.
Na noite de quinta-feira (28), os EUA anunciaram a nova designação, que pode permitir ações militares e sanções econômicas em território brasileiro, levantando preocupações sobre a soberania nacional. Gakiya, no entanto, considera remota a possibilidade de uma intervenção militar americana no Brasil.
“A legislação americana permite ações secretas fora do território norte-americano, mas a chance de isso ocorrer aqui é pequena”, concluiu, reforçando a complexidade da situação.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:


