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Cuba avalia movimentação militar dos EUA após ameaças de Trump de invadir a ilha, segundo embaixador cubano.
Diante das recentes ameaças do ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de "tomar Cuba", o governo cubano, sob a liderança do embaixador José R. Cabañas Rodríguez, está avaliando a movimentação militar americana na região. Cabañas afirmou que a invasão da ilha é uma possibilidade para a qual Cuba se preparou ao longo da história.
Em entrevista à Agência Brasil, o diplomata destacou que o risco de uma ação militar dos EUA é uma constante desde o triunfo da Revolução Cubana, em 1959. Segundo ele, essa ameaça ressurge especialmente em momentos de fragilidade econômica, que podem ser vistos como oportunidades para os Estados Unidos.
“É uma possibilidade para a qual Cuba historicamente se preparou, e entendemos aqui que a chave para enfrentar tal situação é a unidade do povo”, afirmou Cabañas, lembrando da invasão da Praia Girón, em 1961, que foi apoiada pelos EUA e derrotada pelas forças leais a Fidel Castro.
O professor de relações internacionais, José Cabañas, ressaltou que, ao longo da história, a invasão de Cuba parecia iminente em várias ocasiões, como durante a invasão da ilha de Granada, em 1983, e a invasão do Panamá, em 1989. Ele observou que, no caso de Cuba, os EUA não precisam se deslocar até a ilha, pois mantêm uma base naval em Guantánamo desde 1903.
Cabañas também alertou que, atualmente, existe um excesso de informações sobre uma possível invasão, que ele considera uma estratégia para amedrontar a população cubana. “Sabemos que as guerras atuais se lutam, de alguma maneira, usando a informação”, disse.
A Casa Branca, por sua vez, tem intensificado as ameaças de ação militar contra Cuba, especialmente após o endurecimento do bloqueio econômico imposto à ilha, incluindo sanções a países que vendem petróleo para Havana.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:

