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A Anvisa discutirá, no dia 29, uma norma para regulamentar a manipulação de canetas emagrecedoras, parte de um plano de ação contra o comércio ilegal desses medicamentos.
A diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) se reunirá no próximo dia 29 para discutir uma proposta de instrução normativa que regulamentará a manipulação de medicamentos da classe dos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras.
A nova norma faz parte de um conjunto de estratégias do plano de ação anunciado em 6 de outubro, que inclui medidas regulatórias e de fiscalização para este tipo de medicamento. Segundo a Anvisa, a instrução normativa deve estabelecer procedimentos e requisitos técnicos relacionados à importação, qualificação de fornecedores, realização de ensaios de controle de qualidade, estabilidade, armazenamento e transporte dos Insumos Farmacêuticos Ativos (IFAs).
A crescente popularização das canetas emagrecedoras, que podem conter princípios ativos como semaglutida, tirzepatida e liraglutida, tem gerado um aumento no mercado ilegal desses medicamentos, que atualmente só podem ser adquiridos com receita médica retida. Em resposta aos riscos à saúde pública, a Anvisa tem implementado diversas medidas para combater o comércio ilegal, incluindo versões manipuladas sem autorização.
Além disso, a Anvisa criou dois grupos de trabalho para apoiar o controle sanitário e garantir a segurança dos pacientes que utilizam essas canetas. O primeiro grupo, estabelecido pela Portaria 488/2026, contará com representantes do Conselho Federal de Farmácia (CFF), do Conselho Federal de Medicina (CFM) e do Conselho Federal de Odontologia (CFO). O segundo grupo, instituído pela Portaria 489/2026, acompanhará a implementação do plano de ação proposto pela Anvisa.
Na última quarta-feira (15), a Anvisa também determinou a apreensão dos medicamentos Gluconex e Tirzedral, produzidos por uma empresa não identificada. A agência, em parceria com os conselhos profissionais, busca promover o uso seguro e racional das canetas emagrecedoras, visando prevenir riscos sanitários associados a produtos e práticas irregulares.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
