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O Acre luta contra a desinformação e busca aumentar a vacinação contra o HPV, que está abaixo da média nacional.
O estado do Acre enfrenta um desafio significativo na vacinação contra o HPV, com índices alarmantes que estão abaixo da média nacional. Em 2022, a cobertura vacinal foi de apenas 59% entre meninas e 50% entre meninos, enquanto a média do Brasil foi de 86% e 74,5%, respectivamente.
Um dos fatores que contribuíram para essa situação foi um incidente ocorrido em 2017, quando 74 adolescentes relataram sintomas como dores de cabeça, desmaios e convulsões após receberem a vacina. Apesar de uma investigação que confirmou a segurança do imunizante, o caso gerou uma onda de desinformação que impactou a confiança da população.
A coordenadora estadual do Programa Nacional de Imunizações no Acre, Renata Quiles, que estava na equipe de gestão na época, recorda:
"Até 2017, nós tínhamos 14 casos notificados de possíveis efeitos adversos... saímos de 14 para 127 casos notificados em 6 meses, estimulados pelo que se veiculava na imprensa e pelo medo natural da população."
Uma força-tarefa foi criada para investigar os casos, que incluiu a análise de lotes de vacinas e o exame dos adolescentes. Especialistas da USP concluíram que os sintomas estavam relacionados ao estresse do ato de vacinar, e não à vacina em si, identificando a crise psicogênica não epilética (CNEP) como a causa.
As Sociedades Brasileiras de Pediatria e de Imunizações afirmam que a CNEP é uma manifestação documentada de estresse vacinal, mas ressaltam que não há relação biológica com os imunizantes. Elas alertam que essa condição pode se tornar crônica, reforçando a necessidade de combater a desinformação para aumentar a cobertura vacinal.
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Agência Brasil EBCCompartilhe esta notícia:
